Língua como Patrimônio Cultural: O Caso do Papiamentu, Língua Crioula Afro-Caribenha

Língua como Patrimônio Cultural: O Caso do Papiamentu, Língua Crioula Afro-Caribenha

Apresentação de  “Língua como Patrimônio Cultural: O Caso do Papiamentu, Língua Crioula Afro-Caribenha” no III Congresso Internacional e Interdisciplinar em Patrimônio Cultural: Experiências de Gestão e Educação em Patrimônio, ocorrido de forma virtual de 7 a 11 de junho de 2021 a partir da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (campi Nova Iguaçu e Seropédica) e na Universidade Veiga de Almeida.

Grupo de Trabalho 8: Patrimônio, Cultura e Relações Etnico-Raciais

Apresentação PowerPoint: solicite por e-mail.

Caderno de Resumos

Resumo:

Língua como Patrimônio Cultural: O Caso do Papiamentu, Língua Crioula Afro-Caribenha

O Papiamentu é uma língua crioula afro-caribenha falada em Aruba, Bonaire e Curaçao (ilhas ABC). Apesar desta língua ter se formado há cerca de 350 anos e ser falada pela vasta maioria da população das ilhas ABC, ela só se tornou língua oficial em 2003 em Aruba e em 2007 em Curaçao, enquanto que em Bonaire, um município ultramarino especial do Reino dos Países Baixos, ele é apenas reconhecido como língua local sem status de língua oficial. Entre as línguas classificadas como crioulas no campo da Linguística, o Papiamentu se destaca por ser uma das poucas com status de língua oficial. Esta apresentação tem como objetivo analisar historicamente como se deu a formação do Papiamentu e como este idioma afro-caribenho de influência crioulo-portuguesa se tornou patrimônio cultural e símbolo de identitário nacional e regional, tendo como pano de fundo o sistema colonial holandês e sistemas educacionais que já usam parcialmente o Papiamentu, mas que ainda usam amplamente o holandês e, algumas vezes, até mesmo o inglês como línguas de instrução. Além disso, também serão examinados os principais fatores que transformaram e transformam o Papiamentu em um veículo de manifestações históricas, artísticas, identitárias, de emancipação e de independência cultural dentro do contexto afro-caribenho no qual se encontra inserido.


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